Será que isso é amor?

“Eu não posso viver sem você”.

“Você me completa”.

“Sem você eu não sou nada”.

“Nunca me deixe”.

  Nos venderam uma bela mentira sobre o amor. E, em nossa inocência, acreditamos na mentira como verdade. Porque todos ao nosso redor estão fazendo o mesmo. Todos estamos com tanto medo de estar sozinhos, que tememos mergulhar na alegria oceânica de nossa própria solidão para encontrar segurança lá.

  Infelizmente, ninguém está vindo para nos salvar. Nenhum príncipe encantado num cavalo branco. Nenhuma Julieta. Ninguém será capaz de tirar essa nossa dor, esse sentimento de vazio, a sensação de separação e de abandono que está conosco desde que éramos pequenos. Ninguém será capaz de sentir e metabolizar os nossos sentimentos para nós. Ninguém tem o poder de nos distrair permanentemente.

  E é assim que muitas pessoas estão à procura do amor. E vivemos procurando por essas pessoas por aí: aplicativos de relacionamentos, Facebook, amigo do amigo. Tentamos agarrar um amor que parece estar sempre escorregando por entre os dedos. Quando perdemos um amor, imediatamente tentamos consegui-lo de volta, de qualquer jeito.

  Corremos mais e mais de nós mesmos, em busca de algo que nunca vai chegar, ainda sonhando com a nossa “cara metade” ou aquele que vai nos completar, nos salvar, nos dar segurança psicológica, ser uma mãe perfeita ou o pai que nunca tivemos.

 Claro, isso não é amor. Isso é medo. Um vôo urgente da solidão.

 Adaptado de Jeff Foster por Karen Vogel

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